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Projeto PRAD

prad1_277Ao implantar uma Política de Atenção e Prevenção aos Problemas Relacionados ao Uso, Abuso e Dependência de Álcool e Outras Drogas, a Eletronuclear, busca promover a saúde e a melhoria da qualidade de vida de seus funcionários. Por outro lado, a natureza de sua atividade – a produção de eletricidade a partir de fonte nuclear – requer um compromisso explícito com a segurança, a excelência no desempenho e a produtividade.
A Eletronuclear espera que todos os seus funcionários compartilhem deste objetivo e se co-responsabilizem pelo cumprimento desta política.

Objetivos Específicos

  • Promover a saúde dos funcionários;
  • Promover a segurança em todo o ambiente da Empresa;
  • Proteger o meio ambiente e a comunidade;
  • Promover a segurança do cliente externo;
  • Promover condições para a promoção de um ambiente isento de álcool e outras drogas;
  • Promover orientação/educação quanto aos PRAD;
  • Encaminhar para tratamento especializado os funcionários quando identificados como dependentes químicos;
  • Levar os funcionários a uma conscientização quanto ao princípio da co-responsabilidade no que tange ao seu papel de apresentar-se apto para o trabalho, livre, portanto, da influência de drogas psicoativas.

Clique aqui e faça o download do texto integral da política.

O Impacto Social do uso de álcool e outras drogas

Além dos prejuízos físicos e psicológicos decorrentes do uso crônico de álcool e outras drogas, há o alto custo social que aumenta cada vez mais, gerando prejuízo para as empresas e à economia do país. Portanto, todos pagamos por isso.

  • Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 80% dos jovens entre 10 e 19 anos já usaram bebidas alcoólicas pelo menos uma vez na vida;
  • Em torno de 12,3% da população brasileira está comprometida com a dependência de álcool e/ou outras drogas; 20% faz um uso considerado nocivo (abusivo) e 60% utiliza de forma social (ocasional/recreacional);
  • O Brasil é referência mundial em mortes no trânsito: cerca de 400 mil pessoas por ano, entre mortos e feridos. Grande parte destes acidentes é conseqüência direta da embriaguez ao volante, representando em nossa sociedade a primeira causa de morte entre jovens de 14 a 26 anos;
  • 76,8% dos adultos dependentes ou abusadores de álcool e outras drogas estão empregados;
  • 40% das mortes e 47% dos ferimentos em local de trabalho estão ligados ao consumo de álcool;
  • De acordo com a Organização Mundial de Saúde os Problemas Relacionados ao Consumo de Bebidas Alcoólicas representa a 3ª causa de morbidade e mortalidade na atualidade;
  • No Brasil os custos globais com o alcoolismo são da ordem de R$ 150 bilhões (7,9% do PIB);
  • O álcool é responsável por 50% do absenteísmo (terceira causa de faltas ao trabalho) e licenças médicas (03 vezes mais que outras doenças);
  • O colaborador com problemas relacionados ao uso e dependência de álcool tem a capacidade produtiva reduzida em até 67%;
  • Entre 20 e 25% dos acidentes no trabalho envolvem pessoas sob efeito do álcool (álcool e outras drogas aumentam em 5 vezes os riscos de acidentes);
  • A família do colaborador com problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas utiliza 03 (três) vezes mais a assistência médica e social das empresas.

Fontes: Lima, 2007; OMS, 2006; CEBRID, 2006; FIESP e ABEAD, 2004.

O que é dependência química?

Apesar de existir uma enorme variedade de explicações teóricas para as causas da dependência de álcool, nicotina e outras drogas, há um conceito unânime: dependência é uma relação alterada entre um indivíduo e seu modo de consumir uma substância. Essa relação alterada é capaz de trazer problemas para o seu usuário. Muitos indivíduos, porém, não apresentam problemas relacionados ao seu consumo. Outros apresentam problemas, mas não podem ser considerados dependentes. Por último, mesmo entre os dependentes, há diferentes níveis de gravidade.

Não é preciso ser dependente para ter problemas

Portanto, buscar um conceito sobre dependência a substâncias psicoativas não se completa pela constatação de sua presença ou ausência. Mais do que saber se ela está lá, é preciso identificar e determinar seu grau de desenvolvimento.(comprometimento) Além disso, é preciso entender como os sintomas observados são moldados pela personalidade dos indivíduos e pelas influências sócio-culturais.

O conceito atual dos transtornos relacionados ao uso de álcool e outras drogas rejeitou a idéia da existência apenas do dependente e do não-dependente. Existem, ao invés disso, padrões individuais de consumo que variam de intensidade e gravidade ao longo de uma linha contínua (figura abaixo).


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Não existe um consumo absolutamente isento de riscos. Quando este é comedido e cercado de precauções preventivas, é denominado consumo de baixo risco. Quando o indivíduo apresenta problemas sociais (brigas, faltas no emprego), físicos (acidentes) e psicológicos (heteroagressividade) relacionados estritamente àquele episódio de consumo, diz-se que tais indivíduos fazem uso nocivo da substância. Por fim, quando o consumo se mostra compulsivo e destinado à evitação de sintomas de abstinência e cuja intensidade é capaz de ocasionar problemas sociais, físicos e ou psicológicos, fala-se em dependência
Fonte: Site Álcool e Drogas sem Distorção (www.einstein.br/alcooledrogas) / NEAD - Núcleo Einstein de Álcool e Drogas do Hospital Israelita Albert Einstein

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